Fectrans e ANTRAM acordam aumento de pelo menos 100 euros

LUSA
 17 de maio de 2019

A Fectrans e a ANTRAM acordaram hoje um protocolo que prevê um aumento de pelo menos 100 euros por trabalhador, sendo que atualmente a remuneração destes profissionais está fixada em cerca de 1.004 euros, incluindo base e outras rubricas.

"Assinámos um protocolo negocial para que, no próximo ano, todos os trabalhadores tenham um aumento. Esta é uma matéria que vai servir de base às negociações que vamos fazer até ao final de 2019. Estes valores vão ser atualizados e vão progredir em função do enquadramento e do trabalhador, mas são sempre acima dos 100 euros", disse o coordenador da Federação dos Sindicatos de Transporte e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira, que falava aos jornalistas, em Lisboa.

A Fectrans e a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) estiveram hoje reunidas no Ministério das Infraestruturas num encontro que contou com a mediação do Governo representado pelo advogado Guilherme Dray, que também tem participado nas negociações com os motoristas de matérias perigosas.

"O protocolo que negociámos é para todos os trabalhadores do setor rodoviário e de mercadorias. Partimos da realidade atual, que é um salário mínimo, se o contrato for comprido [...] de 1.004 euros e é acima deste valor que agora [vamos trabalhar], utilizando, simultaneamente, um conjunto de matérias salariais que o vão fazer crescer e evoluir significativamente", indicou.

De acordo com José Manuel Oliveira, o salário base é igual para todos os trabalhadores, mas verifica-se um acréscimo pecuniário para os que transportam matérias perigosas, estando também a ser discutida uma valorização para outro tipo de trabalhadores específicos, através da criação de um novo subsídio para além do de risco que já está contemplado no Contrato Coletivo de Trabalho do setor.

Por sua vez, o presidente da ANTRAM defendeu que a associação tem vindo a desenvolver um trabalho de "valorização do setor e das pessoas", sublinhando que o acordo alcançado com os sindicatos constitui "uma plataforma de bom-senso". Gustavo Paulo Duarte assegurou que o montante "é transversal a todos os trabalhadores do setor", escusando-se a avançar mais pormenores.

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