Renováveis permitiram poupança superior a seis milhões de euros aos consumidores

DR
 09 de setembro de 2021

As fontes de energia renováveis permitiram poupanças acumuladas de 6.100 milhões de euros ao consumidor de eletricidade entre 2016 e 2020, e contribuíram com 18.500 milhões de euros para o PIB, segundo um estudo da APREN.

Estas são algumas das conclusões de um estudo que vai ser apresentado hoje, sobre o impacto da eletricidade de origem renovável, encomendado pela Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) à consultora Deloitte.

O estudo avaliou o impacto e a contribuição entre 2016 e 2020 da eletricidade de origem renovável na fatura dos consumidores, no sistema elétrico e na economia nacional.

Assim, no período em análise, as poupanças para o consumidor de eletricidade acumuladas desde 2016 a 2020 totalizam cerca de 6.100 milhões de euros, gerando poupanças anuais de até 50 euros para um consumidor doméstico e de até 4.500 euros para um consumidor não-doméstico, em média.

Dos 6.100 milhões poupados, 2.500 milhões de euros correspondem aos anos de 2019 e 2020.

?É de realçar que em 2020 o valor da poupança é bastante superior por impacto da quebra do consumo devido à pandemia?, sublinha a associação representativa das empresas de energia renovável.

O estudo indica também que a contribuição das empresas de produção de eletricidade a partir de Fontes de Energia Renovável (FER) para o Produto Interno Bruto (PIB) foi de cerca de 18.500 milhões de euros no período, ou seja, cerca de 3.700 milhões de euros por ano.

Tendo como meta o ano de 2030, a projeção indica uma contribuição anual para o PIB de 12.800 milhões de euros.

Em 2020, a eletricidade de fonte renovável permitiu evitar a emissão de 19,9 milhões de toneladas equivalentes de dióxido de carbono (Co2), a que corresponde uma poupança de 433 milhões de euros em licenças de emissão de C02, concluiu a análise.

Adicionalmente, entre os anos de 2016 e 2020, a produção de eletricidade de origem renovável permitiu poupar aproximadamente 4.100 milhões de euros em importação de carvão e gás natural.

Já no que diz respeito à contribuição social e fiscal, prevê-se que a contribuição anual para a Segurança Social atinja, em 2030, os 1.600 milhões de euros, ?com a possibilidade de acréscimo de até 842 milhões de euros se se verificar a aposta em hidrogénio verde e o aumento da ambição climática totalizando uma contribuição anual de 2,45 mil milhões?, indica o estudo.

Prevê-se ainda que a contribuição para o IRS entre 2020 e 2030 seja de cerca de 10.000 milhões de euros e que a contribuição líquida anual de imposto de valor acrescentado (IVA) atinja, em 2030, cerca de 1.900 milhões de euros, um valor quatro vezes superior a 2020.

O estudo é apresentado esta tarde num hotel, em Lisboa, numa sessão que conta com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba.

AUTOR

Caso tenha alguma correção ou comentário a fazer:
 
Segue-nos

bla bla

911911978