Atividade económica e consumo privado prosseguem recuperação em agosto

LUSA
 16 de setembro de 2021

Os indicadores coincidentes mensais para a atividade económica e para o consumo privado voltaram a aumentar em agosto, face ao mês anterior, mantendo a trajetória ascendente iniciada em agosto do ano passado, informou hoje o Banco de Portugal (BdP).

Em agosto, a taxa de variação homóloga do indicador para a atividade económica foi de 2,7% (-6,3% em agosto de 2020), aumentando face aos 2,6% de julho, enquanto a variação homóloga do indicador para o consumo privado passou de 6,8% em julho para 7,1% em agosto (-7,2% em agosto de 2020).

Considerando o trimestre terminado em agosto, as taxas de variação homóloga dos indicadores para a atividade económica e para o consumo privado foram de 2,5% e 6,7%, respetivamente, melhorando face aos 1,9% e 5,9%, pela mesma ordem, do trimestre terminado em julho.

Desde o início do ano, a taxa média de variação do indicador coincidente mensal para a atividade económica é de 0,0%, enquanto a do indicador coincidente mensal para o consumo privado é de 3,3% (no mesmo período de 2020, a taxa média de variação destes indicadores foi de -5,0% e -5,4%, respetivamente).

Os indicadores coincidentes são indicadores compósitos que procuram captar a evolução subjacente da variação homóloga do respetivo agregado macroeconómico, pelo que não refletem em cada momento a taxa de variação homóloga do respetivo agregado de Contas Nacionais.

Ressalvando que a incorporação de nova informação pode refletir-se mensalmente na revisão dos valores passados dos indicadores coincidentes, o BdP alerta que, “na atual conjuntura, face às variações bruscas e significativas nas séries usadas no cálculo dos indicadores coincidentes, é expectável que se verifiquem revisões mensais nestes indicadores superiores às habituais”.

“Adicionalmente – acrescenta – o perfil alisado subjacente à metodologia de cálculo dos indicadores pode implicar revisões mensais com um sentido que difere ao longo do tempo”.

A próxima divulgação dos indicadores coincidentes do BdP ocorrerá em 21 de outubro.

Na semana terminada a 12 de setembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) e a taxa bienal correspondente aumentaram face à semana anterior, divulgou também hoje o Banco de Portugal.

O DEI é um indicador lançado recentemente pelo BdP para identificar “mais facilmente” alterações abruptas na atividade económica, mas não constitui uma previsão oficial do Banco de Portugal ou do eurossistema.

Uma vez que a evolução recente do DEI se encontra “fortemente influenciada por efeitos base decorrentes dos eventos verificados durante 2020, o que afeta de forma significativa a evolução homóloga da atividade em 2021”, o banco central divulga também a evolução da taxa bienal, de forma a mitigar a influência destes efeitos base acumulando a variação, em dias homólogos, para um período de dois anos.

Divulgado semanalmente à quinta-feira, com informação até ao domingo precedente, o DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

Conforme explica o BdP, a utilização deste tipo de dados de alta frequência “intensificou-se na sequência da crise desencadeada pela pandemia de covid-19”, já que, dado o “curto desfasamento” da sua divulgação face ao período de referência, permitem “identificar atempadamente alterações bruscas na atividade económica”.

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