DGS recomenda a vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos

EPA
 07 de dezembro de 2021

A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomenda a vacinação das crianças entre os 5 e os 11 anos, com prioridade para as crianças com doenças consideradas de risco para COVID-19 grave.

Em comunicado, a DGS andianta que a vacina a utilizar será a Comirnaty® (Pfizer), que tem parecer positivo da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para a formulação pediátrica.

Esta recomendação surge na sequência da posição da Comissão Técnica de Vacinação contra a COVID-19 (CTVC), que considerou, com base nos dados disponíveis, que a avaliação risco-benefício, numa perspetiva individual e de saúde pública, é favorável à vacinação das crianças desta faixa etária.

A DGS sublinha que, "o número de novos casos de COVID-19 em crianças tem vindo a aumentar. A doença nestas faixas etárias é geralmente ligeira, mas existem formas graves de COVID-19 em crianças. O risco de hospitalização é maior em crianças com doenças de risco, contudo, muitos dos internamentos ocorrem em crianças sem doenças de risco. Para esta posição foram considerados os contributos de um grupo de especialistas em Pediatria e Saúde Infantil, bem como de membros consultivos da CTVC".

A CTVC vai manter o acompanhamento da situação epidemiológica, da evidência científica e de recomendações dos Estados membros e assegura que "a recomendação pode ser alterada sempre que se justifique, nomeadamente, caso venham a ser conhecidos mais dados sobre novas variantes."

Os pormenores sobre o calendário de vacinação vão ser revelados na sexta-feira, dia 10 de dezembro, pela DGS e o Núcleo de Coordenação de Apoio ao Ministério da Saúde.

A incidência de infeções do coronavírus em crianças com menos de 10 anos está a crescer desde o final de outubro, sendo a faixa etária que apresentou um valor mais elevado na última semana.

Segundo a última análise de risco da pandemia das autoridades de saúde, divulgada na sexta-feira, o grupo etário com incidência cumulativa a 14 dias mais elevada correspondeu às crianças entre os zero e os 10 anos, que ainda não eram elegíveis para vacinação contra a covid-19, com 597 casos por 100 mil habitantes.

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