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O pior de 2021 no ambiente segundo a WWF Portugal

Airbus
 15 de dezembro de 2021

Uma lei europeia do Clima pouco ambiciosa, má gestão do tema do lítio e a “obsessão” por um aeroporto no Montijo marcaram negativamente o ano em termos ambientais, considera a associação ambientalista ANP/WWF.

A associação, que representa em Portugal a internacional “World Wide Fund for Nature” (WWF), diz que o próximo ano será marcado pela Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, em Lisboa, e adianta esperar que até lá esteja concluída a discussão de um Plano de Ação Nacional para a Gestão e Conservação de Tubarões e Raias.

A ANP/WWF divulgou hoje, em comunicado, um balanço do ano de 2021 mas também as tendências para 2022, colocando o próximo ano como o “ano promessa para os oceanos”.

“Após um ano em que os Estados Membros da União Europeia e os governantes Portugueses começaram a desviar-se do caminho iniciado pelo Pacto Ecológico Europeu aprovado em 2019, nomeadamente através das incoerências aprovadas no Plano de Recuperação e Resiliência, 2022 promete abrir a porta ao restauro da natureza”, diz a associação no comunicado.

E do balanço de 2021 fica “uma lei europeia do Clima pouco ambiciosa” que coloca em causa o cumprimento das metas do Acordo de Paris, uma entrada “com o pé esquerdo” na corrida ao lítio, gerando preocupações e protestos e alertas de impactos ambientais, e uma obsessão com um aeroporto situado no Montijo (arredores de Lisboa).

“Com a caducidade da declaração de impacte ambiental para o Campo de Tiro de Alcochete, o Governo pretende avançar a todo o custo com o Montijo. As opções aeroportuárias devem ser sustentadas numa verdadeira Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), sem serem determinadas a priori e aquela deverá informar um Plano Aeroportuário Nacional, ainda inexistente. Se esta AAE determinar a necessidade de construção de um novo aeroporto, este deverá ter ligação ferroviária”, diz a associação no comunicado.

No que de mau se fez em 2021 a ANP/WWF lamenta também o investimento de 120 milhões de euros em mais uma barragem (barragem do Pisão), que contraria compromissos da União Europeia e vai expandir o regadio, e fala também de um Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) que “é mais do mesmo”, feito sem ouvir as partes interessadas.

De bom a ANP/WWF destaca a aprovação da Lei de Bases do Clima, a antecipação do objetivo da neutralidade climática para 2045, e o fim do carvão para produção de energia, depois do encerramento da central termoelétrica do Pego.

A ANP/WWF tem pedido um plano para conservar tubarões e raias, porque Portugal é dos países que mais captura essas espécies, metade das quais estão ameaçadas.

Além de esperar esse plano para 2022 o ano será também da aprovação da lei europeia contra a desflorestação, que exige que todos os produtos que entram no mercado europeu sejam genuinamente sustentáveis (que na sua produção não tenham sido destruídas florestas nem degradados ecossistemas).

 

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