Austrália aceita suspender deportação de Djokovic até decisão judicial

EPA/LUKAS COCH
 14 de janeiro de 2022

As autoridades da Austrália aceitaram hoje suspender a deportação de Novak Djokovic, até que a justiça decida sobre o cancelamento do visto de entrada do tenista sérvio no país, anunciou um advogado do governo australiano.

Djokovic será interrogado pelos serviços de imigração no sábado, e, apesar de não ficar sob detenção até esse momento, as autoridades australianas têm intenção de recolocar o líder do ranking mundial nessa condição, informou a mesma fonte.

As revelações do advogado do governo australiano, Stephen Lloyd, ocorreram perante o mesmo juiz de um tribunal de Melbourne que anulou o cancelamento inicial do visto de Djokovic e que hoje promoveu uma audiência de urgência, declarando, no fim, a entrega do processo ao Tribunal Federal.

A audiência foi motivada pela decisão do ministro australiano da Imigração, Alex Hawke, que cancelou pela segunda vez o visto de Djokovic, o que implica a deportação do vencedor do Open da Austrália por nove vezes (2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2019, 2020 e 2021).

Djokovic chegou a Melbourne a 05 de janeiro com uma isenção médica que lhe permitiria jogar no Open da Austrália, primeiro ‘major’ de 2022, sem ser vacinado contra a covid-19, mas o visto foi posteriormente cancelado pelas autoridades alfandegárias.

O sérvio ficou detido até uma decisão judicial na segunda-feira ordenar a sua libertação - emitida pelo mesmo juiz que hoje promove a audiência -, mas o Governo australiano voltou a cancelar o visto.

A decisão foi tomada "por razões de saúde e ordem pública", disse o ministro, em comunicado.

Djokovic, que pretendia atingir o recorde de 21 títulos em torneios de ‘Grand Slam’, caso ganhasse o Open da Austrália, admitiu esta semana ter prestado falsas declarações à entrada da Austrália.

Para além de erros e inconsistências na declaração de Djokovic para entrar na Austrália, soma-se a violação das diretrizes de isolamento face à pandemia de covid-19 na Sérvia.

Djokovic tinha declarado que não tinha viajado nos 14 dias anteriores, mas na realidade tinha viajado da Sérvia para Espanha, enquanto no seu país natal deu uma entrevista a um meio de comunicação social francês sabendo que testara positivo ao coronavírus.

 

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