Investigadores querem controlar podridão cinzenta para prolongar vida útil do morango

DR
 15 de fevereiro de 2022

Investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) integram um projeto que visa "controlar" o aparecimento e desenvolvimento da doença podridão cinzenta no morango, prolongando a sua “vida útil”.

Numa nota publicada no ‘site’ da Universidade do Porto, o gabinete de comunicação da FCUP esclarece que a equipa de investigação pretende estudar “novas formas” de prolongar a vida útil do morango.

O projeto, que também integra investigadores do GreenUPorto – Centro de Investigação em Produção Agroalimentar e Sustentável, pretende estudar e controlar o aparecimento da podridão cinzenta.

O “culpado” pelo aparecimento de “bolor cinzento” em torno do morango é o fungo Botrytis cinerea, que apenas se desenvolve no fruto maduro.

Citada na nota, Susana Carvalho, docente da FCUP e líder do projeto, evidencia que este fungo pode “infetar cerca de 500 espécies de plantas”, tais como a vinha, tomate, kiwi, maça, framboesas e outros pequenos frutos.

“Leva a perdas muito significativas na produção, na pós-colheita e depois no consumidor”, esclarece a investigadora.

O combate a este fungo é sobretudo feito através de “elevadas quantidades de produtos fitofarmacêuticos”, sendo que um dos objetivos dos investigadores é identificar e otimizar a aplicação de substâncias mais sustentáveis.

“Algumas destas substâncias, conhecidas como elicitadores, serão testadas numa estufa de morangos produzidos em hidroponia, localizada nas instalações do GreenUPorto, no campus de Vairão”, observa a nota.

Com este projeto, os investigadores esperam encontrar alternativas aos produtos fitofarmacêuticos de forma a permitir “uma redução acentuada da perda destes frutos” ao longo de toda a cadeia de produção e comercialização.

Ao mesmo tempo, o projeto pretende promover a produção de frutos de melhor qualidade com “resíduos zero” e indo ao encontro “das expectativas dos consumidores”.

“Pretendemos saber quais os elicitadores com um efeito mais eficaz e com que frequência e em que doses é que devem ser aplicados no campo, para garantir melhores frutos para o consumidor”, acrescenta Susana Carvalho.

Financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) em cerca de 240 mil euros, o projeto, que tem a duração de três anos, será realizado em colaboração com a Universidade de Birmingham (Reino Unido).

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