Ministério da Agricultura garante que não há motivos que façam antever a escassez de alimentos

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 11 de março de 2022

O Ministério da Agricultura garante que está a acompanhar a situação e esclarece, em comunicado, que "não há, à data, qualquer motivo que faça antever a possibilidade de escassez de alimentos".

O esclarecimento surge na sequência de várias notícias sobre a possibilidade de escassez de alimentos e o aumento de preços dos produtos alimentares.

A tutela esclarece que "reuniu, no passado dia 28 de fevereiro, com o “Grupo de Acompanhamento e Avaliação das Condições de Abastecimento de Bens nos Setores Agroalimentar e do Retalho em Virtude das Dinâmicas de Mercado”, não tendo sido reportados quaisquer riscos de rutura no abastecimento. Está agendada uma nova reunião com este Grupo para o próximo dia 21 de março." Haverá outra reunião entre a Comissão Consultiva para o Setor dos Cereais e as confederações dos agricultores portugueses, no próximo dia 18 de março, e ainda uma reunião da Ministra da Agricultura com as confederações, na próxima segunda feira, dia 14.

Sobre os cereais, o Ministério da Agricultura diz que está a procurar alternativas: "Portugal importa da Ucrânia, principalmente, cereais para alimentação animal, existindo para estas matérias primas outras origens alterativas (América do Sul e América do Norte), com as quais os operadores têm já contacto. Além disso, estão também em curso operações e contactos com novos fornecedores, como é o caso da Africa do Sul. Os cereais destinados à alimentação humana, como é o caso dos trigos panificáveis, têm como principal origem de importações França, estando este circuito estável e consolidado."

Quando às gorduras alimentares, "o abastecimento tem sido assegurado", sendo que o país tem azeite nacional, "cuja campanha atual registou um recorde de produção". 

"Em relação aos restantes produtos alimentares, não se verifica pressão no que diz respeito à sua disponibilidade, quer através da produção nacional, quer no quadro do mercado único europeu", refere ainda o comunicado.

A tutela confirma que se verifica "uma tendência de aumento [dos preços dos produtos alimentares]em toda a União Europeia, devido aos elevados custos das matérias primas, fertilizantes e energia. Esta tendência poderá ser agravada pelo atual conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia".

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