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Ucrânia e Rússia terão elaborado plano para acabar com a guerra

 16 de março de 2022

A Ucrânia e a Rússia terão discutido e elaborado um plano de paz composto por 15 pontos. A notícia é avançada pelo jornal Financial Times que cita três pessoas que estiveram envolvidas nas negociações que decorreram esta semana e que adiantam que caso Kiev aceite declarar a sua neutralidade e limitar as suas forças armadas, a Rússia avança com um cessar-fogo. 

De acordo com o jornal, foram mesmo discutidos na passada segunda-feira, 15 pontos para as duas partes chegarem a um acordo que inclui a retirada das tropas russas da Ucrânia. Esse acordo pressupõe, por exemplo, que a Ucrânia desista do objetivo de se juntar à NATO, além de prometer que não irá receber armas ou armamentos estrangeiros em troca de proteção. 

Horas depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter admitido que as exigências da Rússia estão a tornar-se “mais realistas”, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, admitiu que há “alguma esperança” num compromisso.

“Concentro-me nos relatórios que os nossos negociadores nos estão a dar. Dizem que as negociações não são fáceis, por razões óbvias, mas há alguma esperança de um compromisso”, disse Serguei Lavrov numa entrevista à televisão russa RBK, citada pela agência espanhola Europa Press.

Representantes ucranianos e russos deverão retomar hoje a sessão negocial que iniciaram na segunda-feira, por videoconferência, para tentar terminar a guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Na entrevista à televisão russa, Serguei Lavrov revelou que a neutralidade da Ucrânia está no centro das negociações.

"É isto que está a ser discutido nas negociações, existem fórmulas muito concretas que penso que estão próximas de um acordo”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros russo.

O estatuto de neutralidade da Ucrânia implica que o país renuncia à adesão à NATO, algo que Zelensky já admitiu.

“Ouvimos durante anos que as portas estavam abertas, mas também ouvimos dizer que não podíamos aderir. Esta é a verdade e temos de a reconhecer. Estou contente por o nosso povo começar a compreender isto e a confiar nas suas próprias forças”, afirmou Zelensky na terça-feira.

A possível adesão da Ucrânia à NATO é uma das razões apresentadas pela Rússia para justificar a invasão do país vizinho, já que Moscovo considera a Aliança Atlântica como uma ameaça à sua segurança. Sobre a possibilidade de um acordo, Lavrov aludiu em particular a “algumas declarações interessantes” de Zelensky sobre posições “mais realistas” dos dois lados.

“É uma declaração mais realista da parte de Zelensky sobre o que está a acontecer, porque antes disso ele tinha feito uma série de declarações bastante conflituosas”, disse.

O ministro russo considerou ainda que a posição da NATO também mudou as perspetivas e o discurso do Presidente ucraniano.

“Até há algumas semanas, Zelensky falava de uma zona de interdição de voo, lutando pela Ucrânia, recrutando mercenários e enviando-os para a frente. A reação da Aliança Atlântica, na qual ainda há pessoas sãs, arrefeceu este ardor”, afirmou.

 

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