Ouve a Cidade FM, faz o download da tua App.

Hoje há Marcha Azul pelo Clima à porta da Cimeira dos Oceanos da ONU

LUSA
 29 de junho de 2022

A Conferência dos Oceanos da ONU de Lisboa prossegue hoje, ao terceiro dia, com uma marcha pelo clima como ação paralela, a partilha de soluções para a poluição marinha e com o surf como "embaixador" da preservação dos mares.

A cimeira, coorganizada por Portugal e Quénia, termina na sexta-feira e visa impulsionar a ação dos países para a proteção dos oceanos.

O programa do terceiro dia de trabalhos inclui, além das regulares sessões plenárias e de debate, uma iniciativa com a participação do surfista norte-americano Garrett McNamara que visa destacar o papel do surf na salvaguarda dos oceanos.

No evento será apresentado um projeto que pretende incentivar a indústria do surf a utilizar pranchas feitas de materiais "amigos" do ambiente até aos Jogos Olímpicos de 2028.

Em outros eventos serão partilhadas soluções relativas à poluição marinha e à gestão sustentável dos oceanos e soluções para promover a pesca sustentável e reforçar a aplicação de instrumentos internacionais para prevenir, impedir e eliminar a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

Paralelamente haverá iniciativas que abordarão projetos e ações direcionados para a promoção da literacia sobre oceanos e o papel da filantropia na proteção dos mares.

O programa da conferência inclui sessões sobre acidificação, aquecimento e desoxigenação dos oceanos e a pesca sustentável.

Fora do programa, a Marcha Azul pelo Clima, à qual se associaram várias dezenas de organizações nacionais e internacionais, percorrerá parte do Parque das Nações, a partir das 18h00 desta quarta-feira, tendo como destino as imediações do recinto da cimeira.

A organização portuguesa ambiental "Sciaena: Oceanos, Conservação e Sensibilização" é uma das que irá marcar presença. Ana Matias, que faz parte desta associação, explica que um dos principais motivos que levou organizações de todo o mundo a convocar esta marcha de protesto é a constante inação para resolver estes problemas por parte dos responsáveis políticos.

 

 

Ana Matias, da Sciaena, diz que esta Marcha Azul pelo Clima é um grito de várias dezenas de organizações para que destas cimeiras do clima se materializem em ações concretas.

Acrescenta ainda que a sociedade civil não quer mais palavras, nem pedidos de desculpa por parte de quem tem responsabilidade para resolver muitos destes problemas climáticos.

 

A Conferência dos Oceanos da ONU de Lisboa junta líderes mundiais, cientistas, dirigentes de organizações não-governamentais, académicos e empresários, além de representações dos Estados-membros da ONU, sob o tema "Aumentar a ação nos oceanos com base na ciência e inovação".

Da conferência, a segunda depois da de Nova Iorque em 2017, são esperados compromissos voluntários sobre o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14, relativo à proteção da vida marinha.

 

 

AUTOR

Caso tenha alguma correção ou comentário a fazer:
 
Segue-nos

bla bla

911911978