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Jô Soares, um anfitrião da música portuguesa

Kenton Thatcher/Bauer Media/Sharon Pannen
 05 de agosto de 2022

O humorista e apresentador televisivo Jô Soares atraiu para os seus talk-shows - "Jô Soares Onze e Meia" e "Programa do Jô" - algumas das maiores figuras mundiais da música. A sua enorme bagagem cultural levou-o também a ter sensibilidade para convidar e dar palco a algumas dos nomes da música portuguesa.

Mandou servir uma cerveja a António Zambujo, que explicou a Jô a razão para se contarem anedotas sobre alentejanos em Portugal. Teve uma conversa com Mariza sobre a história sobre fado, samba e tango e sobre as figuras que o revolucionaram. Ficou particularmente curioso com o passado rock de Ana Moura. E ouviu Nelly Furtado a cantar em português 'Onde Estás' no sofá ao seu lado.

 

 

 

 

Muitos outros portugueses passaram pelos talk-shows de Jô Soares, como Ricardo Araújo Pereira, Maria de Medeiros, Joaquim de Almeida, Miguel Sousa Tavares ou Valter Hugo Mãe. Apesar do seu talento ser na escrita, este último, Valter Hugo Mãe, tentou mostrar dotes de cantor a interpretar um dos fados popularizados por Amália Rodrigues, 'Fado de Cada Um'.

 

Jô Soares sentou o escritor José Saramago ao lado de um vulto brasileiro da música e também da literatura, Chico Buarque, a propósito de um dos foto-livros de Sebastião Salgado sobre o movimento dos Sem Terra no Brasil rural.

 

Com o seu estatuto respeitável, teve a varinha mágica para trazer quem quisesse da música brasileira. Juntou no mesmo sofá Gilberto Gil e Milton Nascimento, ou Gal Costa e Caetano Veloso, gigantes que, em carne e osso, se juntavam para o prazer de serem entrevistados pelo humorista paulistano Jô Soares. Outras lendas da música brasileira foram ao estúdio de Jô, como Tom Jobim, Ney Matogrosso e Tim Maia. A gordura deste último era motivo de brincadeira para Jô, que se sentia avalizado para tal, devido a similar sobredimensionamento físico. Os rockers brasileiros também mereceram a atenção de Jô, que entrevistou Cazuza já em estado bastante debilitado, ou, por mais do que uma vez, Renato Russo e restantes membros dos Legião Urbana. Mesmo a faceta mais pesada do rock brasileiro não lhe escapava, como os punks-hardcore Ratos de Porão e os metaleiros Sepultura, cujas tatuagens e nome o intrigaram. 

  

 

 

 

 

 

 

 

No mundo de expressão não-portuguesa, falou de sopas com uma ainda morena Shakira, conversou com galãs de renome como Charles Aznavour e Julio Iglesias, chamou o virtuoso da guitarra elétrica Joe Satriani, e nomes de culto do indie britânico como os Echo & the Bunnymen e, com várias incidências curiosas, os Belle and Sebastian (a entrevista à banda escocesa é um dos extras do DVD de 2004, "Fans Only"). 

 

 

 

 

 


 

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