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Clima: UE reduz emissões em todos setores com exceção dos transportes e aviação

As reduções foram em praticamente todos os domínios, com exceção do setor dos Transportes.

A União Europeia (UE) conseguiu reduzir as emissões de gases com efeito de estufa entre 1990 e 2020 em praticamente todos os domínios, com exceção do setor dos Transportes, aviação internacional incluída, revela uma publicação de hoje do Eurostat.

Com base em dados da Agência Europeia do Ambiente, o gabinete oficial de estatísticas da UE indica que as emissões de gases com efeito de estufa "têm vindo a diminuir na generalidade dos setores" ao longo dos últimos 30 anos, excetuando "a combustão de combustível nos transportes, incluindo a aviação internacional", setor onde se registou um aumento em 50 milhões de toneladas equivalentes de dióxido de carbono (CO2-eq) em 2020, em comparação com 1990 (um aumento de 7%).

Em todos os restantes setores de origem das emissões, "a UE conseguiu reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 1.546 milhões de toneladas de equivalentes de CO2 entre 1990 e 2020", com a maior diminuição absoluta (-657 milhões de toneladas de CO2-eq) a ocorrer ao nível da combustão de combustíveis pelas indústrias energéticas, que produzem principalmente eletricidade, calor e combustíveis derivados, assinala o Eurostat.

Seguem-se as reduções registadas nas indústrias transformadoras e da construção (-322 milhões de toneladas de CO2-eq) e das famílias, comércio, instituições e outros (-215 milhões de toneladas). 

Em termos de mudança relativa, estes três setores registaram quedas de 46%, 44% e 29%, respetivamente, nas emissões em 2020, em comparação com 1990. 

Apontando que as emissões de gases com efeito de estufa são o resultado de atividades humanas que causam alterações climáticas antropogénicas, o Eurostat lembra que "a UE é um contribuinte ambicioso para os esforços globais de combate às alterações climáticas e de redução das emissões de gases com efeito de estufa, estando empenhada em ser neutra para o clima até 2050".

 
Redação / Agência Lusa