Marcelo Rebelo de Sousa elogia debate político na pré-campanha eleitoral e apela ao voto

LUSA
 20 de setembro de 2019

O Presidente da República elogiou na quinta-feira o nível e o civismo dos debates políticos na pré-campanha eleitoral e considerou que, com “tantas possibilidades de escolha” e empenhamento dos partidos só se pode esperar uma menor abstenção nas legislativas.

“Tenho acompanhado a campanha, não me pronuncio, tenho estado rigorosamente silencioso, como devo estar, mas tenho apreciado a campanha, tenho apreciado o nível dos debates, muito serenos, mesmo quando veementes e demonstrando quando as suas opiniões são muito diversas, com uma civilidade, com uma urbanidade, com um respeito entre os representantes das várias forças políticas”, elogiou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República considerou ainda que os debates têm tido “uma preocupação de esclarecer, tocando todos os pontos”, acrescentando que “não há praticamente nenhum domínio que não tenha sido tratado: político, económico, social, educativo e mesmo cultural”.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas à saída de um espetáculo de dança da Companhia Paulo Ribeiro, “Last”, no Teatro Viriato em Viseu, a quem atribuiu o título de membro honorário da Ordem de Mérito, a propósito do 20º aniversário que assinala este ano.

“Como é uma pré-campanha muito longa, ainda haverá a campanha eleitoral, isto dá aos portugueses uma oportunidade, com tantas possibilidades de escolha, para mostrarem que estão empenhados e que querem votar e, nesse sentido, a abstenção ser claramente inferior àquela que foi a abstenção nas eleições europeias. Espero que haja aqui um grau de participação superior à participação nas eleições de maio”, disse.

Questionado sobre o veto à alteração da lei relativa à procriação medicamente assistida, em consequência de o Tribunal Constitucional (TC) ter declarado inconstitucional duas normas do diploma, Marcelo Rebelo de Sousa justificou que “quando o TC considera que há inconstitucionalidade o Presidente veta, é o chamado veto por inconstitucionalidade”.

“Este veto é uma consequência de o TC ter entendido que as minhas dúvidas tinham razão de ser e, portanto, eu devolvi à Assembleia da República para na próxima legislatura, se o quiser, e provavelmente quer, reponderar, reapreciar, e ajustar a lei àquilo que é a posição do TC”, explicou.

Sobre outros temas da atualidade, como a demissão do secretário de Estado da Proteção Civil, no âmbito de uma investigação ao projeto “Aldeias Seguras”, o Presidente da República diz que “não se pronuncia” e que se limitou a “aceitar o pedido de demissão de um membro do Governo sob a proposta do senhor Primeiro Ministro”.

Antes de se dirigir para o Teatro Viriato, Marcelo Rebelo de Sousa jantou na Praça da República em Viseu onde está, até domingo, um restaurante a céu aberto com a presença de vários “chefs”, entre eles quatro com estrelas Michelin, dentro da iniciativa da Festa das Vindimas.

Aos jornalistas, o Presidente da República admitiu que não se lembra do que comeu, uma vez que provou cinco pratos de doces e cinco de salgados, porque havia cinco “chefs” na iniciativa e não se pronunciou diretamente sobre se concorda com a posição da Universidade de Coimbra que retirou a carne de vaca das ementas das cantinas universitárias.

“Com a idade come-se cada vez menos carne, mas eu tenciono continuar a comer carne, nomeadamente carne de vaca, isso tenciono”, assumiu Marcelo Rebelo de Sousa que marca presença esta sexta-feira em Lamego, no Centro de Tropas de Operações Especiais e, ao final do dia, em Vila Real, na sessão solene de entrega do prémio D. Diniz 2019.

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