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Protestos no Irão são o "princípio do fim" do regime, defende ativista iraniana

A jornalista iraniana e ativista dos direitos das mulheres caraterizou o movimento de protesto no Irã como "uma revolução".

O Irão está a assistir a manifestações sem precedentes desencadeadas pela morte de Masah Amini, uma mulher de 22 anos que morreu sob custódia da "polícia da moralidade" depois de ser presa por uso indevido da burka.  

Masih Alinejad, jornalista e ativista dos direitos das mulheres, durante uma entrevista à France 24, expressou a sua confiança de que, ao contrário dos movimentos anteriormente fracassados, este foi "o princípio do fim" para o regime iraniano. 

A jornalista iraniana apela aos países ocidentais que apoiem este movimento em vez de negociarem com Teerão. A ativista pede ainda aos países que possuem embaixada no Irão, que deixem de apoiar o país cortando relações comerciais e diplomáticas com o mesmo.  

Masih Alinejad rejeita as críticas de que ela e outras mulheres foram alvo e afirma que o objetivo deste movimento não é incentivar a islamofobia.  

A ativista, que se encontra exilada, disse que estava “a receber todos os dias cartas de ameaça” e a viver sob a proteção do FBI, acrescentando, contudo, que não tem medo de morrer. 

 

 

Redação

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